Solange Couto empilhou três falas controversas em cerca de 30h no "BBB 26" durante esta semana, incluindo uma a respeito do estupro. Isso fez alguns internautas apontarem uma suposta proteção da Globo à atriz, que atacou ainda Ana Paula Renault.
Mas antes de ser confinada no reality, Solange Couto travou uma luta contra a Globo por conta do bordão "não é brinquedo não", que sua personagem, dona Jura, popularizou na novela "O Clone" (2001-2002). A gente explica: protagonista de cena de nu em filme erótico nos anos 1980, a artista que já passou por uma série de mudanças no corpo tentou registrar a expressão em sua marca registrada o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Solange tentou ainda fazer no órgão o registro de uma variação, "né brinquedo não", segundo o colunista Alessandro Lo-Bianco.
Acontece que no meio do caminho apareceram os advogados da Globo Comunicação e Participações S.A., afirmando que Solange não poderia registrar "não é brinquedo não" como uma expressão sua. A defesa da emissor afirmou que a fala nasceu dentro do ambiente de "O Clone" e, por isso, faz parte do chamado "conjunto de elementos criativos da obra audiovisual", onde estão também personagens e textos.
Em suma, é a Globo a única proprietária de personagens, textos e expressões. Coube a Solange abrir mão da briga na Justiça e transferiu ao canal líder, de forma gratuita, irrevogável e irretratável os direitos das marcas. As partes chegaram ainda a um acordo no qual a famosa abre não de uso para fins comerciais do bordão e nem poderá contestar tais registros em um futuro.